Beijar o escudo durante a apresentação em um novo time ou depois de marcar um gol acontece aos montes, em todos os cantos, a toda hora. Porém, nenhum jogador deste país pode se gabar de ter tamanha identidade com o time onde atua quanto o atacante Claudio Milar. No Brasil de Pelotas, ele é muito mais do que um simples atleta. É o craque, o ídolo e o goleador que costuma deixar sua marca em partidas decisivas.
A história de amor com o clube começou em 2002, após uma passagem apagada pelo Botafogo-RJ e outra curtíssima pelo rival Pelotas. Do Rio, Milar decidiu voltar ao Sul, onde já havia jogado por Caxias e Godoy Cruz-ARG, ambos em 1997. Para ele, era como retornar à própria casa, já que nasceu em Chuy, cidade uruguaia que faz fronteira com o Rio Grande do Sul. Porém, seu lugar não era na Boca do Lobo, mas sim no Bento de Freitas.
A estréia com a camisa rubro-negra deu-se, então, em 1º de maio de 2002, em um sólido 6 a 3 da equipe pelotense sobre o Grêmio Santanense, em casa. Apesar do placar elástico, Milar só veio a marcar o primeiro gol no seu terceiro jogo, na vitória por 2 a 0 sobre o Farroupilha, fora de casa. Nessa hora, o atacante oportunista e cheio de garra mostrou que poderia fazer feliz o exigente torcedor do Brasil.
No entanto, como em toda boa história de amor, há sempre uma hora em que o destino parece querer frustrar as expectativas dos amantes, tirando-os um do outro. No caso de Milar, foi uma boa proposta do exterior que o colocou novamente na estrada. Desta vez, seu destino seria o Hapoel Kfar Saba de Israel, apenas mais um time na extensa lista do andarilho.
O atleta, que começou nas categorias de base do Nacional do Uruguai (1991), já havia defendido a Portuguesa Santista, os rivais Náutico e Santa Cruz, o LKS Lodz da Polônia (todos em 1999), a Matonense, o Club Africain da Tunísia (ambos em 2000), o Young Boys da Suíça e o Botafogo do Rio (ambos em 2001) antes de chegar ao Rio Grande do Sul para vestir a camisa do Pelotas.
Na Boca do Lobo, porém, não teve espaço e acabou se transferindo para o Brasil, onde, com oportunidade, começou a marcar gols e se destacar. No entanto, a saída do Castelhano (seu apelido) durante as finais da Segundona gaúcha daquele ano, para defender o time de Israel, acabou manchando sua imagem com o clube e a torcida, o que só seria recuperada em 2004, ano de seu retorno ao país.
De novo em casa, Milar pôde voltar a jogar bem e a marcar seus gols, sendo inclusive protagonista da maior conquista recente da equipe xavante: o título da segunda divisão gaúcha. No torneio, Milar marcou 33 vezes, foi o artilheiro isolado e ainda levou o time de volta à elite. Seria um final feliz, se neste mesmo ano outra proposta do exterior não balançasse o jogador.
O destino da vez era o pequeno Pogon, da Polônia, que já havia observado o atleta na primeira passagem pelo país, em 2000. “Eu conhecia o jogador, porque ele tinha representado o LKS há alguns anos”, referiu na época Dawid Ptak, que pagou a transferência do atleta com dinheiro que tinha poupado para adquirir um automóvel, segundo nota publicada na época, pelo site da Uefa.
Lá, destacou-se, marcou gols e fez amigos. Mesmo assim, por pressão da família, preferiu voltar a Pelotas em 2005. “Estou retornando para casa por tudo que fiz no Brasil, tendo uma repercussão boa, dos dirigentes e da torcida. O carinho é o mesmo por todos", apontou à Rádio Pelotense. “Tinha um pedido da minha esposa para voltar ao país. São mais de oito anos fora e preferi aceitar”, completou.
Assim, Milar disputou praticamente toda a temporada 2006 (ao todo, 52 partidas) pelo time pelotense. Neste ano, conquistou o Campeonato Citadino (disputado apenas por Brasil, Farroupilha e Pelotas), torneio que já havia faturado em 2004, e quase terminou entre os quatro primeiros da Série C do Campeonato Brasileiro, o que renderia o acesso à Série B. Subir o time pelotense, aliás, era um dos sonhos de Milar.
Na primeira fase da competição daquele ano, o time venceu cinco dos seis jogos disputados e avançou para a próxima fase em primeiro do grupo. Na segunda etapa do certame, as boas atuações da equipe prosseguiram e, embora tenha vencido apenas três das seis partidas, classificou-se em segundo lugar da chave. Já na terceira, o Brasil seguiu jogando bem, conseguindo outras três vitórias em seis jogos e a vaga para a fase final.
A partir daí, porém, o time de Pelotas esfriou e venceu apenas quatro dos 14 jogos, desempenho que deixou a equipe sem o sonhado acesso. No ano seguinte, porém, o time voltou a conquistar uma vaga na Série C a partir do vice-campeonato da Copa FGF (o campeão Caxias desistiu da vaga porque a conquistou no Campeonato Gaúcho). Era mais uma chance do Brasil alcançar a Série B.
Naquele ano, o Xavante até chegou às finais, mas não foi bem fora de casa nesta etapa e acabou ficando sem a vaga na divisão de acesso. Mais uma vez, o sonho de Milar era adiado para o próximo ano, já que a classificação final do time gaúcho o credenciou para a competição em 2009. Naquele momento, Milar estava tão identificado que reafirmava querer encerrar a carreira no centenário do clube (2011), para então tornar-se presidente.
Contudo, quis o destino que nada disso acontecesse. Isso porque no dia 15 de janeiro de 2009, o ônibus que levava a delegação do Brasil de volta a Pelotas após um amistoso preparatório em Vale do Sol perdeu o controle em uma curva próxima a cidade de Cangaçu, capotou e caiu morro abaixo. O saldo da tragédia foram três mortos: o preparador de goleiros Giovani Guimarães, o zagueiro Régis Gouveia e Cláudio Milar.
Se por um lado o acidente era o fim de uma história de amor, por outro representava o começo de uma devoção eterna. Mesmo emocionalmente abalada, a torcida lotou o estádio Bento de Freitas para acompanhar o velório. No retorno do time aos gramados, algumas semanas depois, várias faixas lembravam os três nas arquibancadas. Demonstrações de carinho que não se restringiram às arquibancadas.
Na comemoração do primeiro gol do time após a tragédia, por exemplo, o zagueiro Alex Martins imitou o gesto tradicional de Milar, o de atirar uma flecha para a arquibancada como se fosse um índio xavante, mascote do clube. É a prova de que a figura de Milar estará sempre presente no Bento de Freitas, seja como exemplo de garra e vontade, seja para lembrar que é possível um jogador amar um clube e ser correspondido.
Roberto Claudio Milar Decuadra [06/04/1974 (Chuy-URU) a 15/01/2009 (Cangaçú-RS)]
1991-1993: Danubio-Uruguai
1993-1996: Nacional de Montevidéu-Uruguai [Campeão Uruguaio em 1996]
1997: Godoy Cruz-Argentina
1998: Caxias-RS
1999: Portuguesa Santista-SP [primeiro semestre; disputou Campeonato Paulista]
1999: Náutico-PE [de maio a julho/1999]
1999: Santa Cruz-PE [de julho/1999 a janeiro/2000; vice-campeão da Série B]
2000: Matonense-SP [fevereiro/2000]
2000: LKS Lodz-Polônia [a partir de março/2000]
2000-2001: Club Africain-Tunísia [Campeão da Copa da Tunísia 2000]
2001: Young Boys-Suíça [primeiro semestre]
2001: Botafogo-RJ [segundo semestre; disputou o Brasileiro]
2002: Pelotas [primeiro semestre]
2002: Brasil de Pelotas-RS [primeiro gol em 12/05/02, Farroupilha 0 x 2 Brasil]
2002: Hapoel Kfar Saba-Israel [de agosto a dezembro/2002]
2003-2004: Brasil de Pelotas-RS [Campeão da Segunda Divisão e Torneio Citadino]
2005-2006: Pogon-Polônia
2006-2009: Brasil de Pelotas-RS [centésimo gol pelo time em 23/01/2008]
Links interessantes
Uefa (transferência para o Pogon-2004) - Es Futbol (Argentina) - Ovacion Digital (Uruguai) -
Montevideo.com.uy (Uruguai) -La Nacion (Paraguay)
A história de amor com o clube começou em 2002, após uma passagem apagada pelo Botafogo-RJ e outra curtíssima pelo rival Pelotas. Do Rio, Milar decidiu voltar ao Sul, onde já havia jogado por Caxias e Godoy Cruz-ARG, ambos em 1997. Para ele, era como retornar à própria casa, já que nasceu em Chuy, cidade uruguaia que faz fronteira com o Rio Grande do Sul. Porém, seu lugar não era na Boca do Lobo, mas sim no Bento de Freitas.
A estréia com a camisa rubro-negra deu-se, então, em 1º de maio de 2002, em um sólido 6 a 3 da equipe pelotense sobre o Grêmio Santanense, em casa. Apesar do placar elástico, Milar só veio a marcar o primeiro gol no seu terceiro jogo, na vitória por 2 a 0 sobre o Farroupilha, fora de casa. Nessa hora, o atacante oportunista e cheio de garra mostrou que poderia fazer feliz o exigente torcedor do Brasil.
No entanto, como em toda boa história de amor, há sempre uma hora em que o destino parece querer frustrar as expectativas dos amantes, tirando-os um do outro. No caso de Milar, foi uma boa proposta do exterior que o colocou novamente na estrada. Desta vez, seu destino seria o Hapoel Kfar Saba de Israel, apenas mais um time na extensa lista do andarilho.
O atleta, que começou nas categorias de base do Nacional do Uruguai (1991), já havia defendido a Portuguesa Santista, os rivais Náutico e Santa Cruz, o LKS Lodz da Polônia (todos em 1999), a Matonense, o Club Africain da Tunísia (ambos em 2000), o Young Boys da Suíça e o Botafogo do Rio (ambos em 2001) antes de chegar ao Rio Grande do Sul para vestir a camisa do Pelotas.
Na Boca do Lobo, porém, não teve espaço e acabou se transferindo para o Brasil, onde, com oportunidade, começou a marcar gols e se destacar. No entanto, a saída do Castelhano (seu apelido) durante as finais da Segundona gaúcha daquele ano, para defender o time de Israel, acabou manchando sua imagem com o clube e a torcida, o que só seria recuperada em 2004, ano de seu retorno ao país.
De novo em casa, Milar pôde voltar a jogar bem e a marcar seus gols, sendo inclusive protagonista da maior conquista recente da equipe xavante: o título da segunda divisão gaúcha. No torneio, Milar marcou 33 vezes, foi o artilheiro isolado e ainda levou o time de volta à elite. Seria um final feliz, se neste mesmo ano outra proposta do exterior não balançasse o jogador.
O destino da vez era o pequeno Pogon, da Polônia, que já havia observado o atleta na primeira passagem pelo país, em 2000. “Eu conhecia o jogador, porque ele tinha representado o LKS há alguns anos”, referiu na época Dawid Ptak, que pagou a transferência do atleta com dinheiro que tinha poupado para adquirir um automóvel, segundo nota publicada na época, pelo site da Uefa.
Lá, destacou-se, marcou gols e fez amigos. Mesmo assim, por pressão da família, preferiu voltar a Pelotas em 2005. “Estou retornando para casa por tudo que fiz no Brasil, tendo uma repercussão boa, dos dirigentes e da torcida. O carinho é o mesmo por todos", apontou à Rádio Pelotense. “Tinha um pedido da minha esposa para voltar ao país. São mais de oito anos fora e preferi aceitar”, completou.
Assim, Milar disputou praticamente toda a temporada 2006 (ao todo, 52 partidas) pelo time pelotense. Neste ano, conquistou o Campeonato Citadino (disputado apenas por Brasil, Farroupilha e Pelotas), torneio que já havia faturado em 2004, e quase terminou entre os quatro primeiros da Série C do Campeonato Brasileiro, o que renderia o acesso à Série B. Subir o time pelotense, aliás, era um dos sonhos de Milar.
Na primeira fase da competição daquele ano, o time venceu cinco dos seis jogos disputados e avançou para a próxima fase em primeiro do grupo. Na segunda etapa do certame, as boas atuações da equipe prosseguiram e, embora tenha vencido apenas três das seis partidas, classificou-se em segundo lugar da chave. Já na terceira, o Brasil seguiu jogando bem, conseguindo outras três vitórias em seis jogos e a vaga para a fase final.
A partir daí, porém, o time de Pelotas esfriou e venceu apenas quatro dos 14 jogos, desempenho que deixou a equipe sem o sonhado acesso. No ano seguinte, porém, o time voltou a conquistar uma vaga na Série C a partir do vice-campeonato da Copa FGF (o campeão Caxias desistiu da vaga porque a conquistou no Campeonato Gaúcho). Era mais uma chance do Brasil alcançar a Série B.
Naquele ano, o Xavante até chegou às finais, mas não foi bem fora de casa nesta etapa e acabou ficando sem a vaga na divisão de acesso. Mais uma vez, o sonho de Milar era adiado para o próximo ano, já que a classificação final do time gaúcho o credenciou para a competição em 2009. Naquele momento, Milar estava tão identificado que reafirmava querer encerrar a carreira no centenário do clube (2011), para então tornar-se presidente.
Contudo, quis o destino que nada disso acontecesse. Isso porque no dia 15 de janeiro de 2009, o ônibus que levava a delegação do Brasil de volta a Pelotas após um amistoso preparatório em Vale do Sol perdeu o controle em uma curva próxima a cidade de Cangaçu, capotou e caiu morro abaixo. O saldo da tragédia foram três mortos: o preparador de goleiros Giovani Guimarães, o zagueiro Régis Gouveia e Cláudio Milar.
Se por um lado o acidente era o fim de uma história de amor, por outro representava o começo de uma devoção eterna. Mesmo emocionalmente abalada, a torcida lotou o estádio Bento de Freitas para acompanhar o velório. No retorno do time aos gramados, algumas semanas depois, várias faixas lembravam os três nas arquibancadas. Demonstrações de carinho que não se restringiram às arquibancadas.
Na comemoração do primeiro gol do time após a tragédia, por exemplo, o zagueiro Alex Martins imitou o gesto tradicional de Milar, o de atirar uma flecha para a arquibancada como se fosse um índio xavante, mascote do clube. É a prova de que a figura de Milar estará sempre presente no Bento de Freitas, seja como exemplo de garra e vontade, seja para lembrar que é possível um jogador amar um clube e ser correspondido.
Roberto Claudio Milar Decuadra [06/04/1974 (Chuy-URU) a 15/01/2009 (Cangaçú-RS)]
1991-1993: Danubio-Uruguai
1993-1996: Nacional de Montevidéu-Uruguai [Campeão Uruguaio em 1996]
1997: Godoy Cruz-Argentina
1998: Caxias-RS
1999: Portuguesa Santista-SP [primeiro semestre; disputou Campeonato Paulista]
1999: Náutico-PE [de maio a julho/1999]
1999: Santa Cruz-PE [de julho/1999 a janeiro/2000; vice-campeão da Série B]
2000: Matonense-SP [fevereiro/2000]
2000: LKS Lodz-Polônia [a partir de março/2000]
2000-2001: Club Africain-Tunísia [Campeão da Copa da Tunísia 2000]
2001: Young Boys-Suíça [primeiro semestre]
2001: Botafogo-RJ [segundo semestre; disputou o Brasileiro]
2002: Pelotas [primeiro semestre]
2002: Brasil de Pelotas-RS [primeiro gol em 12/05/02, Farroupilha 0 x 2 Brasil]
2002: Hapoel Kfar Saba-Israel [de agosto a dezembro/2002]
2003-2004: Brasil de Pelotas-RS [Campeão da Segunda Divisão e Torneio Citadino]
2005-2006: Pogon-Polônia
2006-2009: Brasil de Pelotas-RS [centésimo gol pelo time em 23/01/2008]
Links interessantes
Uefa (transferência para o Pogon-2004) - Es Futbol (Argentina) - Ovacion Digital (Uruguai) -
Montevideo.com.uy (Uruguai) -La Nacion (Paraguay)
O ano de 2009 irá apresentar uma novidade no futebol nacional. Pela primeira vez em sua história, o Campeonato Brasileiro irá contar com a disputa de uma quarta divisão – no caso, a Série D. A competição, que deverá contar com 64 times (a exemplo do que acontecia com a Série C nos anos anteriores), é fruto da organização imposta ao futebol brasileiro nesta década, que resultou na estabilização das Séries A e B com 20 times, e que tentará ser ampliada à Série C – que terá 20 times pela primeira vez.
Não é, porém, a primeira vez que o Brasil assiste a este tipo de novidade em sua principal competição nacional. Foi o que aconteceu no início da década de 80, quando a CBF decidiu criar a Série B em 1980 (conhecida como Taça de Prata). De quebra, no ano seguinte, a entidade promoveu, pela primeira vez, uma terceira divisão: a Taça de Bronze.
As duas competições foram criadas por Giulite Coutinho, recém-eleito presidente da CBF, que queria reduzir o número de participantes do Campeonato Brasileiro – em 1979, nada menos que 94 times haviam participado do torneio. A rigor, as duas divisões inferiores criadas permitiam que seus clubes disputassem o título brasileiro, desde que, para isso, vencessem seus campeonatos – semelhante ao que acontecia com os vencedores dos módulos azul, amarelo, verde e branco da Copa João Havelange, em 2000.
Curiosamente, não havia um rebaixamento formal para os times que faziam campanhas ruins na Taça de Ouro, já que os campeonatos estaduais eram os principais critérios de classificação para a competição nacional. Assim, Palmeiras e Corinthians, por exemplo, foram obrigados a disputar a Taça de Prata em 1982, já que terminaram fora das seis primeiras colocações do Campeonato Paulista do ano anterior.
Foram nestes moldes que a CBF instituiu pela primeira vez uma segunda divisão. Assim, em 1980, enquanto 40 times disputavam a Taça de Ouro (em vagas já distribuídas pelos estaduais), outros 64 clubes participavam da Taça de Prata. Entre as equipes, algumas mais tradicionais, como ABC, Juventude, América-MG, Bangu, Atlético-PR, Paysandu, Sport, Figueirense e Vitória. Outras, em maus lençóis nos tempos atuais, como Inter de Limeira, Botafogo-BA, Leônico-BA, Campo Grande-RJ, Comercial-SP e Goytacaz.
Desta forma, os 64 concorrentes foram divididos em oito grupos regionais, nos quais os vencedores disputariam quatro vagas para a Taça de Ouro do mesmo ano. Desta forma, o regulamento beneficiou Paysandu, Americano, Sport, Anapolina, Uberlândia, Bangu, América-SP e Juventus, que se enfrentaram na segunda fase. Melhor para América, Americano, Bangu e Sport, que venceram seus confrontos e entraram na segunda fase da Taça de Ouro.
Enquanto os quatro “promovidos” paravam logo na segunda fase da Taça de Ouro (vencida pelo Flamengo de Cláudio Coutinho), outros 20 times disputavam o título da Taça de Prata. No caso, as vagas eram dadas aos times que haviam ficado com a segunda e a terceira colocações nos grupos da primeira fase (os que continham oito times cada). As outras quatro vagas ficaram com Paysandu, Uberlândia, Anapolina e Juventus, que lideraram seus grupos e que perderam os confrontos de mata-mata classificatórios para a Taça de Ouro.
O regulamento da Taça de Prata era simples: os 20 times eram divididos em quatro grupos com cinco times cada, no qual o vencedor de cada chave iria para as semifinais. Assim, avançaram Botafogo-SP (que superou Fortaleza, Goiânia, Paysandu e Itumbiara), Londrina (que eliminou Grêmio Maringá, Sampaio Corrêa, Anapolina e Bonsucesso), CSA (algoz de Caxias, Comercial-SP, Tuna Luso e Uberlândia) e Ferroviária (responsável pela eliminação de Uberaba, ABC, Juventus e América-MG).
Nas semifinais, o Londrina despachou o Botafogo (vitórias por 1 a 0 e por 2 a 1), enquanto o CSA venceu a Ferroviária (duas vitórias por 1 a 0). Nas finais, os paranaenses empataram por 1 a 1 em Maceió, conquistando uma vitória por 4 a 0 em casa e assegurando o título. O feito rende, até hoje, uma estrela sobre o distintivo do LEC.
A Taça de Bronze
O sucesso da competição – mas também o baixo nível técnico de algumas das equipes – fez com que a CBF decidisse ampliar sua gama de competições em 1982. Assim, além da Taça de Ouro e da Taça de Prata, a Confederação criou também a Taça de Bronze, que contou com a redução do número de participantes da “segunda divisão” (que passou a contar com 48 clubes) para promover alguns candidatos de razoável nível técnico para a “terceira”, de tiro mais curto. O método de seleção: igualmente os campeonatos estaduais.
Antes do início das competições, porém, a CBF realizou uma seletiva para a Taça de Bronze, que distribuiria cinco vagas para os 15 times que disputariam a pré-competição – o futebol paulista, porém, não teve representantes, já que o São José, que possuía a vaga para a seletiva, abriu mão do direito de disputá-la. Por fim, classificaram-se Baraúnas-RN (vencedor da seletiva do Nordeste), Joaçaba, Figueirense (vencedores da seletiva catarinense), Matsubara e Paranavaí (vencedores da seletiva Paraná-São Paulo, que contou apenas com os dois clubes).
Então, com 24 clubes, a Taça de Bronze começou a ser disputada, com confrontos de ida e volta entre os 24 clubes, classificando 12 para a segunda fase: Atlético de Alagoinhas-BA, Dom Bosco-MT, Santo Amaro-PE, Figueirense, Izabelense-PA, Olaria, São Borja, Baraúnas, Itumbiara, Guarani de Divinópolis-MG, Piauí e Madureira.
Garantidos, os 12 clubes se enfrentaram em novos confrontos de mata-mata na segunda fase, assegurando seis concorrentes na terceira fase. Olaria, São Borja, Dom Bosco, Santo Amaro, Izabelense e Guarani de Divinópolis passaram pelo funil, garantindo lugar na terceira fase – a primeira de grupos da competição. Aí, o Olaria venceu o equilibrado Grupo A, batendo São Borja e Dom Bosco apenas nos critérios de desempates, enquanto o Santo Amaro assegurou sua vaga ao liderar o Grupo B – pior para Izabelense e Guarani de Divinópolis.
As finais foram realizadas em dois jogos, nas casas de ambos os times. No primeiro jogo, em Marechal Hermes, o Olaria venceu por 4 a 0, com gols de Chiquinho, Zé Ica e Leandro (dois), e praticamente assegurou o caneco. Ele veio, mesmo com uma derrota por 1 a 0 para o Santo Amaro no Arruda, na partida decidida com um gol do reserva Derivaldo aos 35 minutos do segundo tempo. O time carioca, comandado pelo técnico Duque, atuou com Hilton; Paulo Ramos, Salvador, Mauro e Gilcimar; Ricardo, Lulinha e Orlando; Chiquinho, Aurê (Nunes) e Leandro (Serginho).
A Taça de Bronze, porém, não valeu vagas à Taça de Prata do mesmo ano. Assim, na segunda divisão, Bahia, Náutico, Palmeiras, Uberaba, Remo, Tuna Luso, Botafogo-PB, Anapolina, Guarani, Coritiba, Americano e Comercial-MS asseguravam lugar na segunda fase da “segunda divisão”, nos quais os 12 times foram divididos em quatro grupos de três – os líderes asseguravam presença na Taça de Ouro, enquanto os vice-líderes se classificavam para a terceira fase da Taça de Prata.
No primeiro grupo, ficaram Bahia, Náutico, Palmeiras e Uberaba. No segundo, Remo, Comercial, Anapolina e Guarani – estes dois últimos, vencedores das semifinais, decidiram o título. Melhor para o Bugre, que venceu por 4 a 2 em Anápolis e empatou o segundo jogo por 1 a 1, faturando a competição com Birigüi, Miranda, Jaime, Édson, Almeida, Edmar, Ângelo, Jorge Mendonça, Lúcio, Marcelo (Paulo César) e Capitão (Frank) no jogo decisivo.
Não é, porém, a primeira vez que o Brasil assiste a este tipo de novidade em sua principal competição nacional. Foi o que aconteceu no início da década de 80, quando a CBF decidiu criar a Série B em 1980 (conhecida como Taça de Prata). De quebra, no ano seguinte, a entidade promoveu, pela primeira vez, uma terceira divisão: a Taça de Bronze.
As duas competições foram criadas por Giulite Coutinho, recém-eleito presidente da CBF, que queria reduzir o número de participantes do Campeonato Brasileiro – em 1979, nada menos que 94 times haviam participado do torneio. A rigor, as duas divisões inferiores criadas permitiam que seus clubes disputassem o título brasileiro, desde que, para isso, vencessem seus campeonatos – semelhante ao que acontecia com os vencedores dos módulos azul, amarelo, verde e branco da Copa João Havelange, em 2000.
Curiosamente, não havia um rebaixamento formal para os times que faziam campanhas ruins na Taça de Ouro, já que os campeonatos estaduais eram os principais critérios de classificação para a competição nacional. Assim, Palmeiras e Corinthians, por exemplo, foram obrigados a disputar a Taça de Prata em 1982, já que terminaram fora das seis primeiras colocações do Campeonato Paulista do ano anterior.
Foram nestes moldes que a CBF instituiu pela primeira vez uma segunda divisão. Assim, em 1980, enquanto 40 times disputavam a Taça de Ouro (em vagas já distribuídas pelos estaduais), outros 64 clubes participavam da Taça de Prata. Entre as equipes, algumas mais tradicionais, como ABC, Juventude, América-MG, Bangu, Atlético-PR, Paysandu, Sport, Figueirense e Vitória. Outras, em maus lençóis nos tempos atuais, como Inter de Limeira, Botafogo-BA, Leônico-BA, Campo Grande-RJ, Comercial-SP e Goytacaz.
Desta forma, os 64 concorrentes foram divididos em oito grupos regionais, nos quais os vencedores disputariam quatro vagas para a Taça de Ouro do mesmo ano. Desta forma, o regulamento beneficiou Paysandu, Americano, Sport, Anapolina, Uberlândia, Bangu, América-SP e Juventus, que se enfrentaram na segunda fase. Melhor para América, Americano, Bangu e Sport, que venceram seus confrontos e entraram na segunda fase da Taça de Ouro.
Enquanto os quatro “promovidos” paravam logo na segunda fase da Taça de Ouro (vencida pelo Flamengo de Cláudio Coutinho), outros 20 times disputavam o título da Taça de Prata. No caso, as vagas eram dadas aos times que haviam ficado com a segunda e a terceira colocações nos grupos da primeira fase (os que continham oito times cada). As outras quatro vagas ficaram com Paysandu, Uberlândia, Anapolina e Juventus, que lideraram seus grupos e que perderam os confrontos de mata-mata classificatórios para a Taça de Ouro.
O regulamento da Taça de Prata era simples: os 20 times eram divididos em quatro grupos com cinco times cada, no qual o vencedor de cada chave iria para as semifinais. Assim, avançaram Botafogo-SP (que superou Fortaleza, Goiânia, Paysandu e Itumbiara), Londrina (que eliminou Grêmio Maringá, Sampaio Corrêa, Anapolina e Bonsucesso), CSA (algoz de Caxias, Comercial-SP, Tuna Luso e Uberlândia) e Ferroviária (responsável pela eliminação de Uberaba, ABC, Juventus e América-MG).
Nas semifinais, o Londrina despachou o Botafogo (vitórias por 1 a 0 e por 2 a 1), enquanto o CSA venceu a Ferroviária (duas vitórias por 1 a 0). Nas finais, os paranaenses empataram por 1 a 1 em Maceió, conquistando uma vitória por 4 a 0 em casa e assegurando o título. O feito rende, até hoje, uma estrela sobre o distintivo do LEC. A Taça de Bronze
O sucesso da competição – mas também o baixo nível técnico de algumas das equipes – fez com que a CBF decidisse ampliar sua gama de competições em 1982. Assim, além da Taça de Ouro e da Taça de Prata, a Confederação criou também a Taça de Bronze, que contou com a redução do número de participantes da “segunda divisão” (que passou a contar com 48 clubes) para promover alguns candidatos de razoável nível técnico para a “terceira”, de tiro mais curto. O método de seleção: igualmente os campeonatos estaduais.
Antes do início das competições, porém, a CBF realizou uma seletiva para a Taça de Bronze, que distribuiria cinco vagas para os 15 times que disputariam a pré-competição – o futebol paulista, porém, não teve representantes, já que o São José, que possuía a vaga para a seletiva, abriu mão do direito de disputá-la. Por fim, classificaram-se Baraúnas-RN (vencedor da seletiva do Nordeste), Joaçaba, Figueirense (vencedores da seletiva catarinense), Matsubara e Paranavaí (vencedores da seletiva Paraná-São Paulo, que contou apenas com os dois clubes).
Então, com 24 clubes, a Taça de Bronze começou a ser disputada, com confrontos de ida e volta entre os 24 clubes, classificando 12 para a segunda fase: Atlético de Alagoinhas-BA, Dom Bosco-MT, Santo Amaro-PE, Figueirense, Izabelense-PA, Olaria, São Borja, Baraúnas, Itumbiara, Guarani de Divinópolis-MG, Piauí e Madureira.
Garantidos, os 12 clubes se enfrentaram em novos confrontos de mata-mata na segunda fase, assegurando seis concorrentes na terceira fase. Olaria, São Borja, Dom Bosco, Santo Amaro, Izabelense e Guarani de Divinópolis passaram pelo funil, garantindo lugar na terceira fase – a primeira de grupos da competição. Aí, o Olaria venceu o equilibrado Grupo A, batendo São Borja e Dom Bosco apenas nos critérios de desempates, enquanto o Santo Amaro assegurou sua vaga ao liderar o Grupo B – pior para Izabelense e Guarani de Divinópolis.
As finais foram realizadas em dois jogos, nas casas de ambos os times. No primeiro jogo, em Marechal Hermes, o Olaria venceu por 4 a 0, com gols de Chiquinho, Zé Ica e Leandro (dois), e praticamente assegurou o caneco. Ele veio, mesmo com uma derrota por 1 a 0 para o Santo Amaro no Arruda, na partida decidida com um gol do reserva Derivaldo aos 35 minutos do segundo tempo. O time carioca, comandado pelo técnico Duque, atuou com Hilton; Paulo Ramos, Salvador, Mauro e Gilcimar; Ricardo, Lulinha e Orlando; Chiquinho, Aurê (Nunes) e Leandro (Serginho). A Taça de Bronze, porém, não valeu vagas à Taça de Prata do mesmo ano. Assim, na segunda divisão, Bahia, Náutico, Palmeiras, Uberaba, Remo, Tuna Luso, Botafogo-PB, Anapolina, Guarani, Coritiba, Americano e Comercial-MS asseguravam lugar na segunda fase da “segunda divisão”, nos quais os 12 times foram divididos em quatro grupos de três – os líderes asseguravam presença na Taça de Ouro, enquanto os vice-líderes se classificavam para a terceira fase da Taça de Prata.
No primeiro grupo, ficaram Bahia, Náutico, Palmeiras e Uberaba. No segundo, Remo, Comercial, Anapolina e Guarani – estes dois últimos, vencedores das semifinais, decidiram o título. Melhor para o Bugre, que venceu por 4 a 2 em Anápolis e empatou o segundo jogo por 1 a 1, faturando a competição com Birigüi, Miranda, Jaime, Édson, Almeida, Edmar, Ângelo, Jorge Mendonça, Lúcio, Marcelo (Paulo César) e Capitão (Frank) no jogo decisivo.
Quem chega à Curitiba pela Rodovia do Café (BR-277) mal percebe que bem em frente ao famoso Parque Barigui está localizado o primeiro estádio ecologicamente correto do Brasil. Chamado de Janguito Malucelli em homenagem ao pai do fundador do grupo que administra o clube, o local comporta seis mil espectadores sentados nas cadeiras de plástico instaladas no morro que serve como arquibancada. O fato de não utilizar concreto é o que torna a construção de baixo impacto ambiental.
Outros detalhes também demonstram o lado ecológico, como o placar, os bancos de reserva e os revestimentos dos vestiários e das cabines de imprensa, todos feitos em madeira. Fora isso, toda a área do estádio é revestida de verde e não é difícil ver pássaros (quero-quero, principalmente, como vistos na época de nossa visita) vivendo tranquilamente no local.
No último dia 18 de fevereiro, o Guarani de Campinas visitou o Janguitão, como é comumente chamado, e decretou logo a eliminação do time paranaense da Copa do Brasil ao vencer por 2 a 0. Apesar disso, outros times grandes já atuaram por lá, como o trio Atlético, Coritiba e Paraná, e até mesmo o Corinthians Paulista. Em julho de 2007, o time de Mano Menezes treinou no local antes de enfrentar o Paraná Clube pela Série B.
A inauguração do estádio, no entanto, aconteceu um ano antes, precisamente em 8 de julho de 2007, na partida entre o anfitrião J. Malucelli e Cianorte. A partida, válida pela Copa Paraná, terminou com a vitória local por 1 a 0, gol histórico marcado por Diogo, de cabeça. Depois disso, J. Malucelli passou a mandar seus jogos pelo Campeonato Paranaense e pela Copa Paraná no eco-estádio.
Agora, prestes a mudar definitivamente de rosto, o Caçula (foi criado há apenas 15 anos, com o nome de Malutrom) pretende ser a casa da torcida corintiana do Paraná, reconhecidamente a maior do Estado. Para isso, adotou o escudo e as cores da matriz paulista, esperando ganhar em troca o apreço e a torcida dos simpatizantes pelo Corinthians Paulista.
http://jogosperdidos.zip.net/arch2007-12-16_2007-12-31.html#2007_12-20_00_59_24-9409553-0
http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/2009/interna/0,,OI3495406-EI12407,00-Parceria+e+assinada+e+J+Malucelli+vira+CorinthiansPR.html
http://www.jmalucelli.com.br/index.asp?pag=ecoestadio_principal
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2009/02/18/ult59u188245.jhtm
http://www.jmalucellifutebol.com.br/estrutura.html
http://www.netimao.com.br/noticias_ver.php?nts=65
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sport_Club_Corinthians_Paranaense
Outros detalhes também demonstram o lado ecológico, como o placar, os bancos de reserva e os revestimentos dos vestiários e das cabines de imprensa, todos feitos em madeira. Fora isso, toda a área do estádio é revestida de verde e não é difícil ver pássaros (quero-quero, principalmente, como vistos na época de nossa visita) vivendo tranquilamente no local.
No último dia 18 de fevereiro, o Guarani de Campinas visitou o Janguitão, como é comumente chamado, e decretou logo a eliminação do time paranaense da Copa do Brasil ao vencer por 2 a 0. Apesar disso, outros times grandes já atuaram por lá, como o trio Atlético, Coritiba e Paraná, e até mesmo o Corinthians Paulista. Em julho de 2007, o time de Mano Menezes treinou no local antes de enfrentar o Paraná Clube pela Série B.
A inauguração do estádio, no entanto, aconteceu um ano antes, precisamente em 8 de julho de 2007, na partida entre o anfitrião J. Malucelli e Cianorte. A partida, válida pela Copa Paraná, terminou com a vitória local por 1 a 0, gol histórico marcado por Diogo, de cabeça. Depois disso, J. Malucelli passou a mandar seus jogos pelo Campeonato Paranaense e pela Copa Paraná no eco-estádio.
Agora, prestes a mudar definitivamente de rosto, o Caçula (foi criado há apenas 15 anos, com o nome de Malutrom) pretende ser a casa da torcida corintiana do Paraná, reconhecidamente a maior do Estado. Para isso, adotou o escudo e as cores da matriz paulista, esperando ganhar em troca o apreço e a torcida dos simpatizantes pelo Corinthians Paulista.
http://jogosperdidos.zip.net/arch2007-12-16_2007-12-31.html#2007_12-20_00_59_24-9409553-0
http://esportes.terra.com.br/futebol/estaduais/2009/interna/0,,OI3495406-EI12407,00-Parceria+e+assinada+e+J+Malucelli+vira+CorinthiansPR.html
http://www.jmalucelli.com.br/index.asp?pag=ecoestadio_principal
http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2009/02/18/ult59u188245.jhtm
http://www.jmalucellifutebol.com.br/estrutura.html
http://www.netimao.com.br/noticias_ver.php?nts=65
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sport_Club_Corinthians_Paranaense
Ariel Ortega, 34 anos, duas Copas do Mundo e um sério problema de alcoolismo no último ano. O polêmico meia é o principal nome da Segunda Divisão da Argentina, a B Nacional, que neste ano ganhou holofotes graças à presença do Burrito no Independiente Rivadavia, de Mendoza.
A chegada de Ortega, após problemas com o técnico Diego Simeone no River Plate, serviu para trazer a atenção que a B Nacional merecia – e precisava. O sistema de rebaixamento no país vizinho (média de pontos dos últimos três anos) dificulta o descenso de um gigante. Basta ver o próprio River, que no final de 2008 foi lanterna absoluto do Apertura e não corre risco algum de cair.
Se no Brasil a Segundona se popularizou com a presença de clubes grandes nos últimos anos, na Argentina a atração vem por conta da competitividade entre os times. Com pelo menos 10 equipes em um nível razoável, a competição é equilibrada e apenas um time se vê em melhores condições.
Hinchada poderosa
Em 2006, o canal argentino TyC Sports elegeu as cinco melhores canções de torcidas argentinas. A tradicional banda Jugador nº12, do Boca Juniors, emplacou apenas a terceira posição. Os vencedores foram Los Funebreros, torcedores do Chacarita Juniors.
A canção “Chacarita, yo te quiero” é belíssima. E neste ano, vem embalando o líder da B Nacional. Até a vigésima primeira rodada, o Chacarita se encontrava com 41 pontos, seis à frente do vice-líder Belgrano. Muito desse sucesso passa pelos pés do atacante Javier Toledo. O delantero divide a artilharia da B com Luís Salmerón, do Talleres. 11 gols para cada lado. Além de Toledo, outro nome conhecido é o zagueiro chileno Cristian Suárez, de passagem apagadíssima pelo Corinthians no ano passado.
Acabou o encanto?
O Platense já foi tido como um clube “fantasma” na principal divisão da Argentina. Por anos a fio, o clube ao norte de Buenos Aires (fica em Vicente Lopez) se salvou do rebaixamento com resultados improváveis e sempre renasceu nas rodadas finais. Entre 1976 e 1999, o clube fez história colecionando milagres para se manter na elite do futebol local. O mais expressivo foi uma goleada de 4 a 0 sobre o Boca Juniors, em La Bombonera, que salvou o time da degola na última rodada.
Depois de 99, com o descenso consumado, o Platense nunca mais foi o mesmo. Em 2002 o clube caiu para a B Metropolitana, uma das chaves da Terceira Divisão argentina (a outra é o Torneo Argentino A, com equipes de fora da Grande Buenos Aires).
O acesso só veio em 2006. E no ano seguinte, o fantasma ameaçou voltar para seu tradicional lugar. Nos playoffs da Segundona (disputado entre as equipes que ficam do segundo ao quinto lugar), o Platense chegou à final diante do Tigre, um de seus maiores rivais. Porém, a derrota por 2 a 0 na soma das duas partidas tirou a chance de retorno do Calamar.
Enquanto o Tigre já conquistou dois vice-campeonatos argentinos nos últimos dois anos, o Platense sofre mais uma vez para não voltar à B Metropolitana. Na lanterna da Segundona, com problemas na administração do estádio Ciudad de Vicente Lopez e com um um time fraquíssimo, o clube parece já estar entregue. A média de pontos faria hoje com que o Platense se salvasse, mas uma campanha ruim na próxima temporada selaria outra queda de um dos pequenos clubes mais tradicionais da Argentina.
Córdoba respira rivalidade
Tigre e Platense. Atlético Tucumán e San Martin. Colon e Unión de Santa Fé. Olimpo e Villa Mitre. Atletico Rafaela e Ben Hur.
Todos esses clássicos já foram atrações da B Nacional, mas nenhum foi disputado na última temporada. Não tem problema. Afinal, ainda restou um dos maiores (só perde para Rosario Central x Newell´s) clássicos do interior da Argentina. Em Córdoba, Talleres e Belgrano são a representação maior de rivalidade na Segundona.
Ambos já tiveram passagens pela Primera División. O Talleres, inclusive, já conquistou até uma Copa Conmebol em 1999, sobre os brasileiros do CSA (AL), e tem um título da B Nacional (97/98). O Belgrano se orgulha de ter a maior torcida da cidade. Basicamente, são dois clubes que se completam.
Hoje, o Belgrano tem um time melhor e uma situação mais confortável. Há dois anos bate na trave na hora de retornar à elite. Já o Talleres vive o fantasma do rebaixamento. Na média de pontos, é o penúltimo colocado. Cairia para a Terceira Divisão se a competição já tivesse terminado.
Em Córdoba é assim mesmo. Uma gangorra. Para o futebol local, bom mesmo seria esse grande clássico na elite. Em matéria de fanatismo, Talleres e Belgrano não devem nada a Boca e River, Independiente e Racing, Estudiantes e Gimnasia...
A chegada de Ortega, após problemas com o técnico Diego Simeone no River Plate, serviu para trazer a atenção que a B Nacional merecia – e precisava. O sistema de rebaixamento no país vizinho (média de pontos dos últimos três anos) dificulta o descenso de um gigante. Basta ver o próprio River, que no final de 2008 foi lanterna absoluto do Apertura e não corre risco algum de cair.
Se no Brasil a Segundona se popularizou com a presença de clubes grandes nos últimos anos, na Argentina a atração vem por conta da competitividade entre os times. Com pelo menos 10 equipes em um nível razoável, a competição é equilibrada e apenas um time se vê em melhores condições.
Hinchada poderosa
Em 2006, o canal argentino TyC Sports elegeu as cinco melhores canções de torcidas argentinas. A tradicional banda Jugador nº12, do Boca Juniors, emplacou apenas a terceira posição. Os vencedores foram Los Funebreros, torcedores do Chacarita Juniors.
A canção “Chacarita, yo te quiero” é belíssima. E neste ano, vem embalando o líder da B Nacional. Até a vigésima primeira rodada, o Chacarita se encontrava com 41 pontos, seis à frente do vice-líder Belgrano. Muito desse sucesso passa pelos pés do atacante Javier Toledo. O delantero divide a artilharia da B com Luís Salmerón, do Talleres. 11 gols para cada lado. Além de Toledo, outro nome conhecido é o zagueiro chileno Cristian Suárez, de passagem apagadíssima pelo Corinthians no ano passado.
Acabou o encanto?
O Platense já foi tido como um clube “fantasma” na principal divisão da Argentina. Por anos a fio, o clube ao norte de Buenos Aires (fica em Vicente Lopez) se salvou do rebaixamento com resultados improváveis e sempre renasceu nas rodadas finais. Entre 1976 e 1999, o clube fez história colecionando milagres para se manter na elite do futebol local. O mais expressivo foi uma goleada de 4 a 0 sobre o Boca Juniors, em La Bombonera, que salvou o time da degola na última rodada.
Depois de 99, com o descenso consumado, o Platense nunca mais foi o mesmo. Em 2002 o clube caiu para a B Metropolitana, uma das chaves da Terceira Divisão argentina (a outra é o Torneo Argentino A, com equipes de fora da Grande Buenos Aires).
O acesso só veio em 2006. E no ano seguinte, o fantasma ameaçou voltar para seu tradicional lugar. Nos playoffs da Segundona (disputado entre as equipes que ficam do segundo ao quinto lugar), o Platense chegou à final diante do Tigre, um de seus maiores rivais. Porém, a derrota por 2 a 0 na soma das duas partidas tirou a chance de retorno do Calamar.
Enquanto o Tigre já conquistou dois vice-campeonatos argentinos nos últimos dois anos, o Platense sofre mais uma vez para não voltar à B Metropolitana. Na lanterna da Segundona, com problemas na administração do estádio Ciudad de Vicente Lopez e com um um time fraquíssimo, o clube parece já estar entregue. A média de pontos faria hoje com que o Platense se salvasse, mas uma campanha ruim na próxima temporada selaria outra queda de um dos pequenos clubes mais tradicionais da Argentina.
Córdoba respira rivalidade
Tigre e Platense. Atlético Tucumán e San Martin. Colon e Unión de Santa Fé. Olimpo e Villa Mitre. Atletico Rafaela e Ben Hur.
Todos esses clássicos já foram atrações da B Nacional, mas nenhum foi disputado na última temporada. Não tem problema. Afinal, ainda restou um dos maiores (só perde para Rosario Central x Newell´s) clássicos do interior da Argentina. Em Córdoba, Talleres e Belgrano são a representação maior de rivalidade na Segundona.
Ambos já tiveram passagens pela Primera División. O Talleres, inclusive, já conquistou até uma Copa Conmebol em 1999, sobre os brasileiros do CSA (AL), e tem um título da B Nacional (97/98). O Belgrano se orgulha de ter a maior torcida da cidade. Basicamente, são dois clubes que se completam.
Hoje, o Belgrano tem um time melhor e uma situação mais confortável. Há dois anos bate na trave na hora de retornar à elite. Já o Talleres vive o fantasma do rebaixamento. Na média de pontos, é o penúltimo colocado. Cairia para a Terceira Divisão se a competição já tivesse terminado.
Em Córdoba é assim mesmo. Uma gangorra. Para o futebol local, bom mesmo seria esse grande clássico na elite. Em matéria de fanatismo, Talleres e Belgrano não devem nada a Boca e River, Independiente e Racing, Estudiantes e Gimnasia...
Sim, pode acreditar. A partir desta edição, quando deixa de ser um blog para se tornar uma revista eletrônica, o Última Divisão terá uma coluna fixa chamada Incrível. Nela, os fatos mais estranhos do último mês serão contados em pequenas notas. Elas podem parecer mentira, mas não são. Sim, pode acreditar.
O curioso caso de Masal Bugduv
O atacante Masal Bugduv, do FC Olimpia Balti, tinha tudo para estourar no mundo do futebol. Excelente jogador, destaque da sua equipe e da seleção principal da Moldávia aos 16 anos de idade e pretendido por grandes equipes européias, como o Arsenal. O atleta chegou a ser indicado pelo jornal inglês The Times como um dos 50 jogadores mais promissores do mundo (ficou em 30º), mas sua carreira acabou não saindo do papel por um simples motivo: ele não existe.
A lenda do craque moldávio começou como uma brincadeira e com um perfil na Wikipedia do país. Depois, ganhou um blog, que apesar da pouca atualização, noticiou o mais importante em 26 de julho de 2008: Bugduv estaria a caminho do Arsenal. A farsa foi tão bem armada que o blog até dá o crédito da informação a um jornal fictício (Diario Mo Thon). Dali para o mundo, então, foi apenas um pulo. E tudo graças à internet.
Primeiro Bugduv ganhou os fóruns; depois, os blogs de futebol. Em um deles, um usuário deixou uma “notícia” como comentário. Nela, Bugduv estaria em conversações com o Arsenal, mas era pretendido também por Chelsea-ING, Zenit-RUS e Reading-ING. Até seu agente, Sergei Yulikov, confirmava as especulações sobre o cliente, cuja habilidade seria equivalente a de Fabregas e Nasri, enquanto sua força se compararia a Obi Mikel.
O auge da história, no entanto, aconteceu em janeiro, quando o jornal The Times anunciou sua lista de jogadores mais promissores do mundo – liderada pelo real Hernanes, do São Paulo. E lá estava Masal Bugduv, um “fino jogador moldávio, atacante de 16 anos que pode ser ligado ao Arsenal, se o visto de trabalho assim permitir”, como bem disse a pequena justificativa pela eleição do atleta.
As suspeitas de fraudes vieram à tona nos comentários no site do jornal, e o erro foi então comprovado por outro site inglês (Soccer Lens), que entrou em contato com portal moldávio (Moldfootball). “Essa pessoa não existe. Ele nunca jogou contra a Armênia (eu estava lá). Soube disso hoje, e descobri um monte de informação falsa sobre ele na internet”, contou o editor-chefe. Confirmado o erro, o The Times apagou o perfil de Bugduv e a Moldávia perdeu seu grande futuro craque.
Manual do bom atleta coxa-branca
Preocupado em evitar constrangimentos e indisciplinas de seus atletas no importante ano do centenário, o Coritiba resolveu inovar e lançar uma cartilha de boa conduta do atleta profissional. Idealizada pelo ex-jogador e atual dirigente Paulo Jamelli, o manual tem a intenção de mostrar como se comportar diante da fama, das disputas de ego e das cobranças, todos bastante comuns no meio futebolístico.
“Muito do que está nele é de conhecimento dos jogadores, mas nosso trabalho é aplicar uma disciplina construtiva e cobrar deles todos os dias. Não queremos engessar ninguém, apenas exigir um comportamento digno e cuidados especiais destes nossos profissionais”, contou o dirigente. O guia enfoca o relacionamento com os colegas de grupo, com o clube, com a torcida e a imprensa, assim como cuidados médicos e com a preparação física.
Valderrama, o filme
Dono de uma das cabeleiras mais famosas do futebol mundial, o ex-jogador colombiano Carlos Valderrama está perto de se tornar também famoso nas telas de cinema. Isso porque a vida do ídolo será contada em um longa-metragem, que começará a ser rodado em fevereiro e ainda não tem data de lançamento. O ator escalado para o papel do jogador é o também colombiano Bernardo Duque, que já disse estar deixando o cabelo crescer.
“O filme começa com um ‘Pibe’ já consolidado, que passa por um dos melhores momentos na seleção da Colômbia, para depois retomar sua infância, sua vida no Pescadito (bairro de Santa Marta, cidade colombiana) e as diversas críticas que teve que enfrentar por não ter as qualidades físicas exigidas para os que buscavam ser jogadores”, explica o ator Oscar Borda, que fará tio de Valderrama no cinema, ao jornal O Espectador.
Nos gramados, Valderrama se destacou na seleção colombiana, pela qual disputou as Copas de 1990, 1994 e 1998. Além disso, teve passagens por várias equipes de seu país (Union Madaglena, Millonarios, Deportivo Cali, Independiente Medellin, Atlético Junior), além de Montpellier (França), Real Valladolid (Espanha), Tampa Bay Munity, Miami Fusion e Colorado Rapids (EUA).
Copa Internacional de Futebol Sub-17 de Promissão
No fim de janeiro deste ano, realizou-se na pequena cidade de Promissão, a 450 km de São Paulo, a nona edição da Copa Internacional de Futebol Sub-17 de Promissão. Nós, da revista Última Divisão, estivemos lá e pudemos conferir grandes promessas do futebol nacional. Contudo, como nosso foco aqui é buscar o lado B do futebol, também fomos atrás de times estranhos e/ou incomuns.
Um deles, talvez o mais significativo desta edição da Copa Promissão, tenha sido o CT Korea, da cidade de São José do Rio Preto. Ou seja, um time de coreanos do interior paulista. Explico: a equipe nada mais é do que um daqueles times-laboratórios em que garotos do exterior pagam para fazer intercâmbio e tentar aprender a ginga do futebol brasileiro.
No caso, o CT Korea chama-se realmente Centro de Treinamento Cleber Arado, já que foi criado – e ainda é administrado – pelo ex-atacante do Coritiba, América-SP, Mogi Mirim, Lusa, Paulista, Avaí, Ceará e os internacionais Kyoto Purple Sanga-JAP e Merida-ESP. Com problemas físicos, acarretados pelas sucessivas lesões, Cléber deixou o futebol em 2006, quando atuava pelo Rio Preto.
Desde então, mantém o centro de treinamento e “importa” jovens sul-coreanos para ensinar-lhes futebol. Na Copa Promissão, entretanto, os pequenos orientais não mostraram qualidade, tendo sofrido 22 gols em seis jogos, marcando apenas um (contra a Lusa) e sendo eliminado ainda na primeira fase. No fim das contas, terminou em 18º lugar, atrás até mesmo do fraco time anfitrião.
Acidente aéreo – Outro fato curioso presenciado na Copa Promissão por esta Última Divisão foi o “acidente aéreo” ocorrido na finalíssima, entre Fluminense e Cruzeiro. Era intervalo de jogo e, como todo grande evento em cidade pequena, havia atrações – no caso, uma exibição de aeromodelismo. No final da apresentação, o pequeno avião de madeira foi descer no gramado e precisou desviar de um membro da comissão técnica do Flu, que passava por ali.
Nisso, acabou atingindo o banco de reservas do time carioca, assim como todos os atletas que lá descansavam. Ninguém se machucou e o Flu foi buscar o título nos pênaltis, após empate fraco sem gols com o Cruzeiro. Pelo menos, a queda do aviãozinho não prejudicou a garra do time carioca, que faturou seu primeiro título na cidade. Confira abaixo a classificação final da Copa Promissão 2009.
CAMPEÃO - FLUMINENSE F. C.
VICE- CAMPEÃO - CRUZEIRO E. C.
3º COLOCADO - S. C. INTERNACIONAL
3º COLOCADO - C. ATLÉTICO PARANAENSE
5º COLOCADO - VITÓRIA S. A.
6º COLOCADO - C. ATLÉTICO MINEIRO
7º COLOCADO - C. D. GUADALAJARA
8º COLOCADO - PAEC
9º COLOCADO - GOIAS E. C.
10º COLOCADO - A. PORTUGUESA DESPORTOS
11º COLOCADO - AVAÍ F. C.
12º COLOCADO - SÃO CARLOS F.C.
13º COLOCADO - RIO PRETO E. C.
14º COLOCADO - FIGUEIRENSE F.C.
15º COLOCADO - AMERICA F.C.
16º COLOCADO - VILA NOVA F.C
17º COLOCADO - PROMISSÃO/ADC
18º COLOCADO - C.T KOREA
O curioso caso de Masal Bugduv
O atacante Masal Bugduv, do FC Olimpia Balti, tinha tudo para estourar no mundo do futebol. Excelente jogador, destaque da sua equipe e da seleção principal da Moldávia aos 16 anos de idade e pretendido por grandes equipes européias, como o Arsenal. O atleta chegou a ser indicado pelo jornal inglês The Times como um dos 50 jogadores mais promissores do mundo (ficou em 30º), mas sua carreira acabou não saindo do papel por um simples motivo: ele não existe.
A lenda do craque moldávio começou como uma brincadeira e com um perfil na Wikipedia do país. Depois, ganhou um blog, que apesar da pouca atualização, noticiou o mais importante em 26 de julho de 2008: Bugduv estaria a caminho do Arsenal. A farsa foi tão bem armada que o blog até dá o crédito da informação a um jornal fictício (Diario Mo Thon). Dali para o mundo, então, foi apenas um pulo. E tudo graças à internet.
Primeiro Bugduv ganhou os fóruns; depois, os blogs de futebol. Em um deles, um usuário deixou uma “notícia” como comentário. Nela, Bugduv estaria em conversações com o Arsenal, mas era pretendido também por Chelsea-ING, Zenit-RUS e Reading-ING. Até seu agente, Sergei Yulikov, confirmava as especulações sobre o cliente, cuja habilidade seria equivalente a de Fabregas e Nasri, enquanto sua força se compararia a Obi Mikel.
O auge da história, no entanto, aconteceu em janeiro, quando o jornal The Times anunciou sua lista de jogadores mais promissores do mundo – liderada pelo real Hernanes, do São Paulo. E lá estava Masal Bugduv, um “fino jogador moldávio, atacante de 16 anos que pode ser ligado ao Arsenal, se o visto de trabalho assim permitir”, como bem disse a pequena justificativa pela eleição do atleta.
As suspeitas de fraudes vieram à tona nos comentários no site do jornal, e o erro foi então comprovado por outro site inglês (Soccer Lens), que entrou em contato com portal moldávio (Moldfootball). “Essa pessoa não existe. Ele nunca jogou contra a Armênia (eu estava lá). Soube disso hoje, e descobri um monte de informação falsa sobre ele na internet”, contou o editor-chefe. Confirmado o erro, o The Times apagou o perfil de Bugduv e a Moldávia perdeu seu grande futuro craque.
Manual do bom atleta coxa-branca
Preocupado em evitar constrangimentos e indisciplinas de seus atletas no importante ano do centenário, o Coritiba resolveu inovar e lançar uma cartilha de boa conduta do atleta profissional. Idealizada pelo ex-jogador e atual dirigente Paulo Jamelli, o manual tem a intenção de mostrar como se comportar diante da fama, das disputas de ego e das cobranças, todos bastante comuns no meio futebolístico.
“Muito do que está nele é de conhecimento dos jogadores, mas nosso trabalho é aplicar uma disciplina construtiva e cobrar deles todos os dias. Não queremos engessar ninguém, apenas exigir um comportamento digno e cuidados especiais destes nossos profissionais”, contou o dirigente. O guia enfoca o relacionamento com os colegas de grupo, com o clube, com a torcida e a imprensa, assim como cuidados médicos e com a preparação física.
Valderrama, o filme
Dono de uma das cabeleiras mais famosas do futebol mundial, o ex-jogador colombiano Carlos Valderrama está perto de se tornar também famoso nas telas de cinema. Isso porque a vida do ídolo será contada em um longa-metragem, que começará a ser rodado em fevereiro e ainda não tem data de lançamento. O ator escalado para o papel do jogador é o também colombiano Bernardo Duque, que já disse estar deixando o cabelo crescer.
“O filme começa com um ‘Pibe’ já consolidado, que passa por um dos melhores momentos na seleção da Colômbia, para depois retomar sua infância, sua vida no Pescadito (bairro de Santa Marta, cidade colombiana) e as diversas críticas que teve que enfrentar por não ter as qualidades físicas exigidas para os que buscavam ser jogadores”, explica o ator Oscar Borda, que fará tio de Valderrama no cinema, ao jornal O Espectador.
Nos gramados, Valderrama se destacou na seleção colombiana, pela qual disputou as Copas de 1990, 1994 e 1998. Além disso, teve passagens por várias equipes de seu país (Union Madaglena, Millonarios, Deportivo Cali, Independiente Medellin, Atlético Junior), além de Montpellier (França), Real Valladolid (Espanha), Tampa Bay Munity, Miami Fusion e Colorado Rapids (EUA).
Se deixar crescer e pintar a cabeleira, Bernardo Duque até que se parece com El Pibe. Não?
No fim de janeiro deste ano, realizou-se na pequena cidade de Promissão, a 450 km de São Paulo, a nona edição da Copa Internacional de Futebol Sub-17 de Promissão. Nós, da revista Última Divisão, estivemos lá e pudemos conferir grandes promessas do futebol nacional. Contudo, como nosso foco aqui é buscar o lado B do futebol, também fomos atrás de times estranhos e/ou incomuns.
Um deles, talvez o mais significativo desta edição da Copa Promissão, tenha sido o CT Korea, da cidade de São José do Rio Preto. Ou seja, um time de coreanos do interior paulista. Explico: a equipe nada mais é do que um daqueles times-laboratórios em que garotos do exterior pagam para fazer intercâmbio e tentar aprender a ginga do futebol brasileiro.
No caso, o CT Korea chama-se realmente Centro de Treinamento Cleber Arado, já que foi criado – e ainda é administrado – pelo ex-atacante do Coritiba, América-SP, Mogi Mirim, Lusa, Paulista, Avaí, Ceará e os internacionais Kyoto Purple Sanga-JAP e Merida-ESP. Com problemas físicos, acarretados pelas sucessivas lesões, Cléber deixou o futebol em 2006, quando atuava pelo Rio Preto.
Desde então, mantém o centro de treinamento e “importa” jovens sul-coreanos para ensinar-lhes futebol. Na Copa Promissão, entretanto, os pequenos orientais não mostraram qualidade, tendo sofrido 22 gols em seis jogos, marcando apenas um (contra a Lusa) e sendo eliminado ainda na primeira fase. No fim das contas, terminou em 18º lugar, atrás até mesmo do fraco time anfitrião.
Acidente aéreo – Outro fato curioso presenciado na Copa Promissão por esta Última Divisão foi o “acidente aéreo” ocorrido na finalíssima, entre Fluminense e Cruzeiro. Era intervalo de jogo e, como todo grande evento em cidade pequena, havia atrações – no caso, uma exibição de aeromodelismo. No final da apresentação, o pequeno avião de madeira foi descer no gramado e precisou desviar de um membro da comissão técnica do Flu, que passava por ali.
Nisso, acabou atingindo o banco de reservas do time carioca, assim como todos os atletas que lá descansavam. Ninguém se machucou e o Flu foi buscar o título nos pênaltis, após empate fraco sem gols com o Cruzeiro. Pelo menos, a queda do aviãozinho não prejudicou a garra do time carioca, que faturou seu primeiro título na cidade. Confira abaixo a classificação final da Copa Promissão 2009.
CAMPEÃO - FLUMINENSE F. C.
VICE- CAMPEÃO - CRUZEIRO E. C.
3º COLOCADO - S. C. INTERNACIONAL
3º COLOCADO - C. ATLÉTICO PARANAENSE
5º COLOCADO - VITÓRIA S. A.
6º COLOCADO - C. ATLÉTICO MINEIRO
7º COLOCADO - C. D. GUADALAJARA
8º COLOCADO - PAEC
9º COLOCADO - GOIAS E. C.
10º COLOCADO - A. PORTUGUESA DESPORTOS
11º COLOCADO - AVAÍ F. C.
12º COLOCADO - SÃO CARLOS F.C.
13º COLOCADO - RIO PRETO E. C.
14º COLOCADO - FIGUEIRENSE F.C.
15º COLOCADO - AMERICA F.C.
16º COLOCADO - VILA NOVA F.C
17º COLOCADO - PROMISSÃO/ADC
18º COLOCADO - C.T KOREA
Estrear em um time que conta com nomes como Gilmar, Júnior Baiano, Wilson Gottardo, Piá, Júnior, Zinho, Nélio, Paulo Nunes e Marcelinho Carioca não deve ser fácil. E foi essa a missão que teve Gelson Tardivo Gonçalves Júnior – ou simplesmente Gelson Baresi – em 1992, quando passou a integrar o elenco do Flamengo. Zagueiro de técnica e de muito vigor, Gelson foi campeão brasileiro com o clube naquele ano, e logo se tornou alvo de muitas expectativas. Boa parte delas, jamais cumpridas.
Gelson nasceu em Brasília, em 11 de maio de 1974, e se profissionalizou aos 17 anos no Fla, onde as boas apresentações nas categorias de base logo fizeram com que seu estilo passasse a ser comparado ao de Franco Baresi – para desespero da diretoria flamenguista, que tentou vetar o apelido para escapar das cobranças. Titular na reta final do Campeonato Brasileiro de 1992, Gelson chegou a ser convocado para defender a seleção brasileira no Mundial sub-20 de 1993, no qual a equipe do técnico Júlio César Leal foi campeã.
No entanto, nem mesmo a ascendente carreira internacional, o apelido e o título do Brasileirão de 1992 foram suficientes para que Gelson se firmasse no Flamengo, que não repetiu as boas campanhas nas competições nacionais dos anos seguintes – o clube foi 8o no Brasileiro de 1993 e 14o em 1994. Em 1995, após 115 jogos pelo clube rubro-negro, Gelson Baresi deixou a Gávea, assinando contrato com o Cruzeiro.
Na Toca da Raposa, o zagueiro não decepcionou, conquistando duas vezes o Campeonato Mineiro (1996 e 1997), uma Copa do Brasil (1996) e a Copa Libertadores da América (1997), em um time que tinha como base Dida; Nonato, Wilson Gottardo, Gelson Baresi e Vitor; Fabinho, Donizetti Oliveira, Ricardinho e Palhinha; Elivelton e Marcelo Ramos. Ainda em 1995, as boas atuações valeram a ele sua única convocação para a seleção brasileira principal, na época comandada por Zagallo. O jogo, um amistoso contra Honduras, aconteceu em Goiânia e terminou com empate por 1 a 1.
Mesmo com o bom momento em Minas Gerais, Gelson também deixou o Cruzeiro ao final de 1997, e iniciou sua peregrinação. Em 1998, chegou ao futebol paranaense, onde se tornou ídolo no Coritiba, que despontava como um dos principais times do país. Jogando ao lado de nomes que não brilharam em outras equipes, como o atacante Sinval e o técnico Darío Pereyra, o Coxa foi o terceiro colocado na fase de classificação do Campeonato Brasileiro, sendo eliminado pela surpreendente Portuguesa. Em três jogos entre os dois times pelas quartas-de-final do Brasileirão, a Lusa venceu um (3 a 1) e conseguiu dois empates – o segundo deles, um 2 a 2 no qual Gelson Baresi abriu o placar.
Em 1999, o zagueiro despediu-se do Coxa e acertou com o Fluminense de Carlos Alberto Parreira, do qual saiu após o discreto Campeonato Carioca do Tricolor. Fora do Flu para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, Gelson então participou do elenco do Atlético-MG que perdeu o título do Campeonato Brasileiro para o Corinthians, no qual jogou com colegas como Velloso, Cláudio Caçapa, Valdir Benedito, Gallo, Belletti, Robert, Lincoln, Guilherme e Marques. Pelo Galo, porém, fez apenas sete partidas, sem brilho.
Gelson retornou ao Coritiba em 2000, mas não teve tempo de participar da Copa João Havelange, na qual o Coxa fez fraca campanha: foi o 23o colocado. De saída do Alto da Glória, o zagueiro foi para o Vitória de Setúbal, onde ficou até 2002. Foi então que retornou para o Coritiba, de onde saiu no ano seguinte para… voltar ao Vitória de Setúbal. Um semestre mais tarde, já em 2003, Gelson Baresi desembarcou mais uma vez no Couto Pereira, de onde só saiu em 2004 – curiosamente, sem conquistar um título sequer. O destino: o rival Paraná Clube.
Já no fim de sua trajetória nos gramados, porém, o zagueiro não fez as boas apresentações que marcaram seu início de carreira. Em abril daquele ano, Gelson se indispôs com a diretoria paranista, pedindo aumento de salários, e acabou deixando o clube no final do Campeonato Paranaense. No segundo semestre, participou da Série B do Campeonato Brasileiro pela primeira vez, agora vestindo a camisa do Marília. Do MAC, só saiu após o Campeonato Paulista de 2005, quando assinou com o Ceará (que já havia sondado o jogador anos antes) a pedido do técnico Jair Pereira.
Após uma Série B discreta e o título cearense do ano seguinte, Gelson Baresi trocou o Vovô pelo CFZ, seu último clube. Em 2006, com o clube de Zico, o zagueiro-líbero disputou a segunda divisão do Campeonato Carioca, no qual a equipe foi eliminada na segunda fase. Encerrava-se aí a trajetória do jogador, que trocou os gramados por uma empresa de consultoria esportiva. Hoje, o ex-zagueiro é agente Fifa (foto) e encabeça a Gelson Baresi Consultoria Esportiva.
FICHA TÉCNICA
Nome: Gelson Tardivo Gonçalves Júnior
Apelido: Gelson Baresi
Nascimento: 11 de maio de 1974, em Brasília (DF)
Clubes: Flamengo (1992-1995), Cruzeiro (1995-1997), Coritiba (1998, 2000, 2002-2003), Fluminense (1999), Atlético-MG (1999), Vitória de Setúbal-POR (2000-2002, 2003), Paraná (2004), Marília (2004-2005), Ceará (2005-2006), CFZ-RJ (2006).
Títulos: FLAMENGO: Campeonato Brasileiro (1992), Torneio Cidade do Rio de Janeiro (1991 e 1993), Pepsi Cup (1994) e Torneio Internacional de Kuala Lumpur (1994); CRUZEIRO: Libertadores da América (1997), Copa do Brasil (1996) e Campeonato Mineiro (1996 e 1997). CEARÁ: Campeonato Cearense (2006).
Gelson nasceu em Brasília, em 11 de maio de 1974, e se profissionalizou aos 17 anos no Fla, onde as boas apresentações nas categorias de base logo fizeram com que seu estilo passasse a ser comparado ao de Franco Baresi – para desespero da diretoria flamenguista, que tentou vetar o apelido para escapar das cobranças. Titular na reta final do Campeonato Brasileiro de 1992, Gelson chegou a ser convocado para defender a seleção brasileira no Mundial sub-20 de 1993, no qual a equipe do técnico Júlio César Leal foi campeã.
No entanto, nem mesmo a ascendente carreira internacional, o apelido e o título do Brasileirão de 1992 foram suficientes para que Gelson se firmasse no Flamengo, que não repetiu as boas campanhas nas competições nacionais dos anos seguintes – o clube foi 8o no Brasileiro de 1993 e 14o em 1994. Em 1995, após 115 jogos pelo clube rubro-negro, Gelson Baresi deixou a Gávea, assinando contrato com o Cruzeiro.Na Toca da Raposa, o zagueiro não decepcionou, conquistando duas vezes o Campeonato Mineiro (1996 e 1997), uma Copa do Brasil (1996) e a Copa Libertadores da América (1997), em um time que tinha como base Dida; Nonato, Wilson Gottardo, Gelson Baresi e Vitor; Fabinho, Donizetti Oliveira, Ricardinho e Palhinha; Elivelton e Marcelo Ramos. Ainda em 1995, as boas atuações valeram a ele sua única convocação para a seleção brasileira principal, na época comandada por Zagallo. O jogo, um amistoso contra Honduras, aconteceu em Goiânia e terminou com empate por 1 a 1.
Mesmo com o bom momento em Minas Gerais, Gelson também deixou o Cruzeiro ao final de 1997, e iniciou sua peregrinação. Em 1998, chegou ao futebol paranaense, onde se tornou ídolo no Coritiba, que despontava como um dos principais times do país. Jogando ao lado de nomes que não brilharam em outras equipes, como o atacante Sinval e o técnico Darío Pereyra, o Coxa foi o terceiro colocado na fase de classificação do Campeonato Brasileiro, sendo eliminado pela surpreendente Portuguesa. Em três jogos entre os dois times pelas quartas-de-final do Brasileirão, a Lusa venceu um (3 a 1) e conseguiu dois empates – o segundo deles, um 2 a 2 no qual Gelson Baresi abriu o placar.
Em 1999, o zagueiro despediu-se do Coxa e acertou com o Fluminense de Carlos Alberto Parreira, do qual saiu após o discreto Campeonato Carioca do Tricolor. Fora do Flu para a disputa da Série C do Campeonato Brasileiro, Gelson então participou do elenco do Atlético-MG que perdeu o título do Campeonato Brasileiro para o Corinthians, no qual jogou com colegas como Velloso, Cláudio Caçapa, Valdir Benedito, Gallo, Belletti, Robert, Lincoln, Guilherme e Marques. Pelo Galo, porém, fez apenas sete partidas, sem brilho.
Já no fim de sua trajetória nos gramados, porém, o zagueiro não fez as boas apresentações que marcaram seu início de carreira. Em abril daquele ano, Gelson se indispôs com a diretoria paranista, pedindo aumento de salários, e acabou deixando o clube no final do Campeonato Paranaense. No segundo semestre, participou da Série B do Campeonato Brasileiro pela primeira vez, agora vestindo a camisa do Marília. Do MAC, só saiu após o Campeonato Paulista de 2005, quando assinou com o Ceará (que já havia sondado o jogador anos antes) a pedido do técnico Jair Pereira.
FICHA TÉCNICA
Nome: Gelson Tardivo Gonçalves Júnior
Apelido: Gelson Baresi
Nascimento: 11 de maio de 1974, em Brasília (DF)
Clubes: Flamengo (1992-1995), Cruzeiro (1995-1997), Coritiba (1998, 2000, 2002-2003), Fluminense (1999), Atlético-MG (1999), Vitória de Setúbal-POR (2000-2002, 2003), Paraná (2004), Marília (2004-2005), Ceará (2005-2006), CFZ-RJ (2006).
Títulos: FLAMENGO: Campeonato Brasileiro (1992), Torneio Cidade do Rio de Janeiro (1991 e 1993), Pepsi Cup (1994) e Torneio Internacional de Kuala Lumpur (1994); CRUZEIRO: Libertadores da América (1997), Copa do Brasil (1996) e Campeonato Mineiro (1996 e 1997). CEARÁ: Campeonato Cearense (2006).
Por Emanuel Colombari


